São Paulo - O Senado e a Câmara dos Representantes continuarão sob o controle do Partido Republicano de George W. Bush, de acordo com as projeções das TVs americanas baseadas na apuração dos votos.
Vitórias dos republicanos nos Estados conservadores de Carolina do Sul, Louisiana e Geórgia impediram que os democratas tivessem chance de controlar o Senado. Os republicanos conquistaram três cadeiras que eram de democratas no Senado Carolina do Sul, Carolina do Norte e Geórgia, segundo vários canais de televisão.
Na Carolina do Norte, a vaga abandonada pelo candidato democrata à vice-presidência John Edwards foi conquistada pelo republicano Richard Burr, que derrotou o ex-conselheiro de Bill Clinton Erskin Bowles.
Os republicanos também conquistaram, como estava previsto, a cadeira até então ocupada pelo democrata Zell Millner na Geórgia.
Com as vitórias, os republicanos contam com metade exata das 100 cadeiras do Senado, e estão quase confirmando a estreita maioria que têm atualmente (51 cadeiras republicanas contra 48 democratas e uma independente).
Trinta e quatro cadeiras no Senado estavam em disputa, sendo 19 democratas e 15 republicanas. O candidato negro e estrela do Partido Democrata Barack Obama conquistou uma cadeira até então republicana pelo Estado de Illinois (norte).
Os republicanos conseguiram salvar duas cadeiras que pareciam ameaçadas: no Kentucky (centro), Jim Bunning foi reeleito, apesar de dúvidas que ele mesmo havia levantado sobre sua própria saúde mental, segundo resultados quase definitivos.
Em Oklahoma (sul), o ultraconservador Tom Coburn foi eleito apesar de acusações segundo as quais ele teria esterilizado uma mulher sem seu consentimento.
Atualmente, 227 cadeiras pertencem aos republicanos; 205, aos democratas, dois assentos estão vagos e um é ocupado por um representante independente. Um partido precisa de pelo menos 218 assentos para controlar a Câmara.

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