Republicanos insistem em teste nuclear
France Presse
De Washington
O presidente dos EUA, Bill Clinton, acusou ontem os membros conservadores do Congresso de terem cometido, quarta-feira, um novo ato de isolamento ao rejeitar a ratificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), e garantiu que os EUA não farão novos testes. Republicanos puros e duros forçaram este voto irresponsável contra o CTBT, declarou o presidente. É o pior tipo de política partidária.
Clinton afirmou: Seguiremos a política que temos desde 92 de não realizar testes nucleares. O presidente americano fez um apelo à Rússia, China e França e a todos os outros países para que não efetuassem testes nucleares. Peço para todas as nações que ainda não o fizeram, que ratifiquem o CTBT.
Clinton e os democratas no Senado prometeram fazer todo o possível para solicitar uma nova reavaliação do CTBT. A batalha ainda não terminou, disse Clinton, pouco antes de a maioria de senadores republicanos rejeitar a ratificação do documento, por 51 votos contra 48. Para ser aprovado necessitava de maioria de dois terços (67 votos do total de 100 do Senado).
Este problema continuará sendo debatido no Senado este ano, no próximo, se for preciso até conseguir sua ratificação, disse o líder da minoria democrata do Senado, Thomas Daschle.
O tratado não está morto, só dormindo, destacou o senador democrata Joseph Biden. Pelo menos tecnicamente isto é certo, já que o CTBT regressará à comissão de Relações Exteriores. Será preciso, numa eventual volta ao plenário, de maioria simples de 51 votos para isto, explicou.
O líder da maioria republicana no Senado, Trent Lott, disse estar conformado com a idéia de Clinton tentar relançar o CTBT mais adiante.Senado dos EUA recusa ratificação de proibição total dos testes nucleares. Clinton acusa ato de isolamento da oposição
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