São Paulo - Em mais um dia de sangrenta repressão aos protestos na Síria pela saída do ditador Bashar Assad, forças de segurança voltaram a atirar em manifestantes, deixando ao menos 27 mortos em várias cidades do país. O regime de Assad mantém a estratégia de esmagar a oposição nas ruas apesar da pressão internacional, que cresceu ontem com a decisão da União Europeia (UE) de impor sanções a altas autoridades do governo sírio. A medida visa congelar bens e impedir a entrada em território da UE de 14 altos funcionários do governo.
Apesar da pressão de alguns países, Assad não está contemplado na medida, que entrará em vigor na segunda-feira, ao menos que algum dos 27 países-membros do bloco se oponha à sua implementação. A UE também anunciou ontem que cogita suspender todos os acordos de ajuda econômica e financeira ao regime de Assad.
Os Estados Unidos já haviam adotado sanções semelhante na semana passada. A ONU abriu inquérito, com apoio aberto do governo brasileiro, para investigar a repressão na Síria.

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