Repressão a protesto no Irã deixa morto e feridos
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Folhapress 
Teerã, IRÃ - Paramilitares iranianos mataram ontem uma pessoa e deixaram vários feridos graves ao final da maior manifestação da oposição contra o resultado da eleição presidencial de sexta-feira. O candidato oposicionista Mir Hossein Mousavi pediu durante o protesto que seja feita uma nova eleição, em vez da recontagem simples dos votos. A oposição diz que a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, com 62,7% dos votos, foi fraudulenta.
A violência aconteceu ao final de uma marcha até então calma e silenciosa que lotou os cinco quilômetros que ligam as praças da Revolução e da Liberdade, em Teerã -no que foi considerada a maior manifestação contra o governo em 30 anos do regime dos aiatolás, reunindo centenas de milhares de pessoas.
Horas antes, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo político e religioso do país, voltou atrás e ordenou uma investigação para apurar as denúncias de fraude. No sábado, Khamenei disse que a eleição foi limpa e pediu que todos apoiassem o presidente reeleito.
Os reformistas aliados a Mousavi veem com desconfiança o fato de o governo ter divulgado a vitória de Ahmadinejad apenas duas horas depois do fechamento das urnas -um processo que costuma levar de dois a três dias no país.
A partir da vitória, houve um blecaute informativo. Mensagens de texto por celulares foram bloqueadas, assim como diversos sites da internet. Universidades e escolas foram fechadas.
Khamenei pediu que Mousavi, usasse apenas vias legais para protestar contra o resultado. A manifestação de hoje foi proibida pelo Ministério do Interior, mas a presença policial foi discreta, e os incidentes só ocorreram no final da noite.


