Opositores foram atacados com gás lacrimogêneo e balas de borracha e revidaram a ação dos policiais
Opositores foram atacados com gás lacrimogêneo e balas de borracha e revidaram a ação dos policiais | Foto: Juan Barreto/AFP



Caracas - As forças de segurança oficiais e extraoficiais da Venezuela impediram nesta terça-feira (4) que a oposição a Nicolás Maduro avançasse com um protesto em Caracas que deveria ter terminado na Assembleia Nacional. A violência deixou 13 feridos - dez manifestantes, um deles baleado, e três jornalistas. Enquanto os adversários do governo eram reprimidos, chavistas fizeram um ato pró-Maduro sem impedimentos.

O cerco ao protesto opositor começou na madrugada. A polícia, a Guarda Nacional e as Forças Armadas fecharam os acessos à Praça Venezuela, onde os rivais de Maduro se concentrariam às 10 horas (11 horas em Brasília). Ainda assim, a agenda foi mantida. Cerca de 5 mil pessoas, inclusive militantes da coalizão Mesa de Unidade Democrática e estudantes, chegaram ao cerco da avenida Libertador às 10h30.

Acompanharam o grupo líderes como o ex-presidenciável Henrique Capriles, o presidente do Legislativo, Julio Borges, seu vice, Freddy Guevara, e Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López, preso desde 2014. Eles e outros políticos tentaram pedir o fim do cerco, sem sucesso. Em seguida, parte dos dirigentes convocou seguidores a descer a uma passagem subterrânea que ultrapassava a barreira. Confinados, os opositores foram atacados com gás lacrimogêneo e balas de borracha e fugiram por um espaço aberto pelos policiais. Um restaurante na área confinada deu refúgio a 150 pessoas.

Diante da repressão, a Assembleia Nacional transferiu para quarta (5) a votação para afastar juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) responsáveis pelas decisões que tiraram poderes do Legislativo na última semana.

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