Representantes marcam reunião em Havana
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2015
Folhapress 
São Paulo - A primeira rodada de reuniões entre EUA e Cuba para iniciar o processo de normalização de suas relações diplomáticas será em 21 e 22 de janeiro, em Havana, informou nesta quinta a porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki. A delegação dos EUA será liderada pela vice-secretária de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson.
Roberta viajará a Havana "aproveitando que já tinha sido agendada para esta data reunião para discutir assuntos migratórios com autoridades cubanas", disse Jen Psaki. "A decisão de restabelecer relações diplomáticas será assunto da reunião, assim como a reabertura de embaixadas, acertos de logística, pessoal, vistos e temas afins", acrescentou a porta-voz.
Trata-se, segundo a porta-voz, de uma oportunidade para iniciar o processo de "discutir assuntos específicos e de conversar sobre detalhes logísticos, de forma que, por enquanto, não temos prazos determinados".
Os líderes dos EUA e de Cuba surpreenderam o mundo em 17 de dezembro ao anunciar que deixariam para trás meio século de enfrentamentos para iniciar conversas visando à normalização plena das relações diplomáticas.
O acordo foi selado em definitivo numa histórica conversa telefônica de quase uma hora entre o presidente americano, Barack Obama, e o ditador cubano, Raúl Castro.
Dissidentes cubanos anunciaram que o governo de Raúl Castro soltou mais oito presos políticos nesta quinta. Somados aos três libertados na quarta, já são 11 presos soltos. Não está claro se seus nomes integram a lista de 53 que os EUA consideram prisioneiros políticos de Cuba - a promessa de libertá-los faz parte do acordo histórico firmado entre os países.
De acordo com grupos cubanos que monitoram a situação dos detidos, cinco dos libertados ontem são membros da organização opositora ilegal União Patriótica de Cuba (Unpacu), que afirma que 35 de seus membros continuam detidos.
Nem Cuba nem os EUA se manifestaram oficialmente sobre a soltura dos presos. Falando sob anonimato à agência Reuters, um assessor do Congresso dos EUA disse que Cuba vem resistindo a libertar alguns dos 53 prisioneiros da lista. A Casa Branca nega.


