O primeiro-ministro da Itália, Giuliano Amato, renunciou ontem, abrindo o caminho para que o barão da mídia Silvio Berlusconi forme um novo governo. Segundo um comunicado do palácio presidencial, o presidente Carlo Azeglio Ciampi pediu a Amato para que permaneça em seu posto até que um novo gabinete seja nomeado, o que provavelmente ocorrerá em duas semanas.
A renúncia de Amato da direção da coalizão de centro-esquerda, que governou o país nos últimos cinco anos, significa que Ciampi poderia iniciar consultas imediatas com líderes dos partidos italianos para confirmar a sólida maioria que as forças de Berlusconi obtiveram no Parlamento. Isto representa que Ciampi outorgará formalmente o mandato a Berlusconi, cuja coalizão de centro direita venceu as eleições parlamentares do dia 13 deste mês.
Pela manhã, Berlusconi declarou que esperava completar seu novo governo antes da cúpula da Otan, que será realizada em 13 de junho em Bruxelas.
Também ontem, com a eleição como presidente da Câmara dos Deputados de um aliado-chave de Berlusconi, foi retirado mais um obstáculo importante para o futuro governante. Pier Ferdinando Casini, ex-democrata-cristão de 45 anos, foi eleito por maioria simples na câmara de 630 membros, na quarta rodada de votação.
Na primeira sessão da nova legislatura, o Senado escolheu Marcello Pera, do partido de Berlusconi, o Forza Italia, como seu presidente. Tanto Casini como Pera têm fama de moderados.
O processo político italiano determina que o presidente escolha o líder da facção majoritária para formar um novo governo. Berlusconi só espera o chamado para formalizar sua volta ao poder na Itália e espera permanecer, agora, mais tempo como primeiro-ministro.

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