Associated Press
De Washington
Sob forte crítica de políticos dos dois partidos e da comunidade cubana de Miami por ter usado força excessiva para tirar o menino Elián González da casa de seus parentes em Miami, a ministra da Justiça dos Estados Unidos, Janet Reno, disse não se arrepender de ter ordenado a operação.
‘‘Não foi uma decisão fácil e fiz de tudo para evitá-la, mas tendo determinado que devíamos ir adiante, a ação precisava ser executada da maneira mais profissional possível’’, disse ela, para justificar o uso de oito agentes federais na ação.
O Departamento de Justiça negou a acusação feita pelo deputado cubano-americano Lincoln Díaz-Balard, de que o governo estaria drogando Elián para produzir as fotos em que ele aparece sorridente ao lado de seu pai.
O presidente Bill Clinton, que endossou a decisão de Reno no sábado, mas procurou, ao mesmo tempo, distanciar-se do fato, apoiou de forma mais firme ontem a ação da ministra da Justiça. Por meio de seu porta-voz, Joe Lockhart, o presidente responsabilizou a intransigência dos parentes de Elián pelo episódio.
Elián, seu pai, Juan Miguel, a madrasta e o meio-irmão passaram ontem o terceiro dia numa casa de hóspedes VIP na base aérea de Andrews. Pelo terceiro dia consecutivo, Juan Miguel negou-se a receber seu tio Lázaro e a prima Marisleysis González.

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