O presidente americano, Bill Clinton, subiu ontem ao púlpito da Igreja protestante de Chongwenmen, no centro de Pequim, para pedir a liberdade religiosa na China, um dia depois de ter condenado o massacre na Praça da Paz Celestial durante um debate com o presidente Jiang Zemin, transmitido pela televisão chinesa a milhões de chineses.
Declarando que os valores religiosos devem ser compartilhados por povos de diferentes raças no mundo inteiro, Clinton disse aos fiéis: ‘‘Chineses e americanos são irmãos por serem filhos de Deus’’.
Em um país onde os religiosos protestantes e católicos - assim como os monges budistas e tibetanos - são presos e assediados por trabalhar fora do sistema religioso aprovado pelo Estado, o comparecimento de Clinton, da mulher, Hillary, e da filha, Chelsea, a uma missa tem uma mensagem simbólica.
A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, também fez ontem sua campanha pela liberdade religiosa. Ela compareceu a uma missa na Igreja Gang Wa Shi - estabelecida em 1863 pela Sociedade Missionária de Londres -, e disse que os americanos se interessam pelo progresso da liberdade de culto na China.

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