RELIGIÃO - Papa Bento XVI completa um ano de pontificado
O Papa alemão Bento XVI, que lidera quase um bilhão de católicos, completou na semana passada o primeiro ano de seu pontificado. Aqueles que esperavam que o Pontífice conservador e culto se revelasse um reformista hábil ficaram frustrados. Bento XVI tentou durante todo o primeiro ano de papado encerrar a era midiática inaugurada por seu antecessor, João Paulo II, e buscou reanimar os fundamentos da Igreja.
O Papa alemão se comprometeu a dar prosseguimento ao diálogo com os demais cristãos, assim como aos judeus e muçulmanos, um tema prioritário para João Paulo II. Sua primeira encíclica, divulgada no dia 25 de janeiro e com o título Deus é amor, ressalta o aspecto espiritual da Igreja e adverte sobre os excessos do ativismo que afetam muitos católicos.
Bento XVI pediu em diversas ocasiões aos católicos a defesa da família e a oposição aos ataques contra a vida, desde a concepção até a morte natural. Também respondeu rapidamente e com firmeza aos países ocidentais que propõem ou já adotaram a legalização das uniões homossexuais, assim como às pesquisas com células-tronco e à eutanásia para os doentes em estado terminal.
Também conhecida por Carta Encíclica, é um documento pontifício dirigido aos Bispos de todo o mundo e, por meio deles, a todos os fiéis.
É a prática pela qual se abrevia, sem dor ou sofrimento, a vida de um enfermo incurável. A eutanásia representa atualmente uma questão de ética, pois há quem condene o ato de tirar a vida de alguém, mesmo que essa pessoa esteja passando por um terrível sofrimento e queira morrer por vontade própria.





