O Vaticano publicou documento afirmando haver base para a ‘‘esperança de que as crianças não batizadas sejam salvas’’ – ou seja, há boas razões para crer na salvação dos pequenos que morrem antes de receber o batismo. O início dessa discussão no âmbito da Comissão Internacional de Teologia, da Santa Sé, veio a público no fim de 2005, vinculada à dúvida sobre a existência do limbo. A conclusão a que chegou a comissão é a de que o mais provável é que o limbo não exista. Incorporado aos ensinamentos da Igreja Católica no século 13, o limbo é o lugar para onde vão as crianças que morrem antes de receber o batismo. É um lugar onde não haveria sofrimento, dado que a criança não foi condenada, mas também não é o paraíso, que implica a comunhão com Deus. O destino dessas crianças revelou-se um problema teológico porque é difícil aceitar que uma criança possa ser condenada apenas por não ter sido libertada do pecado original. Por outro, se a salvação vem mesmo sem o batismo, para que batizar a criança? A conclusão da comissão e que foi ratificada por Bento 16 é de que a criança morta antes do batizado será salva – vai para o paraíso. A justificativa é que ‘‘a exclusão de bebês inocentes do paraíso não parece refletir o amor especial de Cristo pelos pequeninos’’.

A fim de não desvalorizar o batismo para a doutrina católica, o texto de 41 páginas destaca a importância do sacramento e reafirma a idéia de que a pessoa nasce com o pecado original.

Em 1970 foi criado um ritual fúnebre para as crianças que não puderam ser batizadas.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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