São Paulo - A Itália é um dos potenciais alvos das organizações terroristas Al Qaeda e Jihad Islâmica, e suas missões militares no exterior, especialmente no Afeganistão, são as que mais correm riscos de sofrer atentados, segundo um relatório do serviço secreto militar italiano divulgado ontem.
O Sismi apresentou ontem ao Parlamento seu relatório do último semestre, no qual ressalta que o papa e o Vaticano também estão na mira da Jihad, após o discurso pronunciado pelo pontífice em setembro do ano passado, em Regensburg (Alemanha), que foi percebido como uma crítica ao islamismo.
Segundo o relatório, embora o terrorismo islâmico continue sendo uma ameaça, diminuiu nos últimos meses o número de atentados e ações terroristas na Itália.
Isso não quer dizer, afirma o Sismi, que se deva baixar a guarda, ''já que a ausência de atentados em solo italiano não pode pôr em dúvida a persistência de sentimentos e intenções inequivocamente hostis''.
O Sismi também adverte para o recrudescimento da violência na província de Herat (oeste do Afeganistão), onde se encontram deslocados contingentes militares de Itália e Espanha.
De acordo com o relatório, ''a situação no Afeganistão continua sendo sensivelmente crítica'', devido a uma ''maior atividade das forças contra a coalizão internacional''.
A este respeito, destaca ''o recrudescimento das atividades criminosas e violentas'' em Herat e, portanto, ''o aumento do risco'' para os militares italianos da Unidade de Reconstrução Provincial (PRT) e da Base de Apoio Avançado na província.
O Sismi ressalta que a ''principal ameaça'' continua sendo a possibilidade de ataques ao pessoal das missões italianas no exterior e a cidadãos presentes em áreas de crise.

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