Relatório relaciona mortes a golpistas
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Folhapress 
Washington, EUA - No mesmo dia em que uma missão de chanceleres de países-membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) desembarcou em Honduras para persuadir o regime golpista a recuar, uma comissão ligada à entidade soltou relatório em que faz acusações graves sobre a situação dos direitos humanos naquele país após a derrubada do presidente Manuel Zelaya, no último 28 de junho.
Entre os vários desmandos relatados pela Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH), o principal é o de que agentes do governo golpista, comandado por Roberto Micheletti, podem estar ligados a mortes de opositores.
Ainda de acordo com o levantamento preliminar, divulgado hoje, há em Honduras hoje o uso desproporcional de força pública, detenções arbitrárias e controle da informação.
Particularmente sério é o fato de que quatro pessoas morreram e várias outras foram feridas por armas de fogo, afirma o texto da entidade, que funciona de maneira autônoma e cujos membros são eleitos em assembleia da OEA. Uma investigação exaustiva dessas mortes é necessária, considerando que a comissão recebeu informação que as pode ligar a agentes do Estado. Os seis enviados da CIDH identificaram repressão a protestos por meio de bloqueios militares, implantação de toques de recolher, detenção de milhares de pessoas e tratamento cruel, desumano dos detidos.


