Relatório indiano mostra presença paquistanesa nos ataques em Mumbai
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terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Índia entregou ontem ao Paquistão um relatório que, segundo o governo indiano, contém prova detalhada que liga os militantes que fizeram um ataque terrorista em Mumbai em novembro do ano passado a elementos paquistaneses.
A Índia acusa militantes islâmicos treinados no Paquistão do grupo Lashkar-e-Taiba de estarem por trás do cerco de três dias à capital financeira da Índia que matou 172 pessoas.
O Paquistão nega as acusações e solicitou as tais provas, que a Índia entregou ao Alto Comissariado do Paquistão em Nova Déli ontem com a expectativa de que, segundo declaração do Ministro das Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, o governo do Paquistão empreenderá prontamente mais investigações e dividirá os resultados conosco para que os autores do atentado sejam levados à justiça.
As provas incluem material do interrogatório do único atirador sobrevivente (foram dez no total), Mohammed Ajmal Amir Iman, também conhecido como Mohammed Ajmal Kasab, detalhes da conversa entre os atiradores e os supostos líderes no Paquistão, armas recuperadas e data dos telefonemas dados por satélite.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês afirmou que as autoridades estão analisando as provas.
Um alto funcionário da segurança, o ministro Palaniappan Chidambaram, afirmou que suspeita que os atiradores de Mumbai podem ter ligações com autoridades do Paquistão, e não só com militantes daquele país. A Índia pressiona o Paquistão para entregar os suspeitos e desmantelar as bases terroristas que diz que estão localizadas do outro lado da fronteira. Os líderes do Paquistão dizem que interrogarão os suspeitos nos seus domínios.


