São Paulo - Relatório anual dos serviços secretos americanos sobre as ameaças aos Estados Unidos, divulgado ontem, afirma que a rede terrorista Al Qaeda, responsável pelos atentados de setembro de 2001, aumentou sua capacidade de atacar o país. O documento aponta o Paquistão como novo ''santuário'' da organização.
''A Al Qaeda está melhorando um dos aspectos mais importantes de sua capacidade para atacar os EUA: a identificação, o treinamento e a infiltração de agentes para realizar um ato terrorista no território nacional'', diz o relatório, entregue ao Senado pelo diretor nacional de Inteligência, Michael McConnell.
Em sua apresentação, McConnell afirmou que, sete anos após a queda do regime afegão do Taleban, a Al Qaeda se estabeleceu nas zonas tribais do Paquistão, onde pode ''treinar novos agentes terroristas para cometer atentados no Paquistão, no Oriente Médio, na África, na Europa e nos EUA''.
Segundo o documento, apesar de enfraquecida pelas ofensivas americanas, a Al Qaeda no Iraque continua sendo o braço mais ativo da organização.
O relatório também afirma que a persistência da pobreza na América Latina favorece a propagação do ''populismo radical'' na região. O texto cita especificamente a influência da Venezuela e de seu ''aliado ideológico chave'', Cuba, sobre alguns países. ''Inspirados e apoiados pela Venezuela e Cuba, líderes na Bolívia, Nicarágua e no Equador promovem agendas que limitam os mecanismos de controle do poder presidencial, buscam períodos presidenciais longos e enfraquecem as liberdades civis''.

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