Nova Iorque - As torturas realizadas pela CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos) em prisioneiros nos anos após os ataques do 11 de Setembro de 2001 foram mais brutais e menos efetivas do que a agência admitiu para a Casa Branca ou o Congresso norte-americano, aponta relatório divulgado ontem pelo Comitê de Inteligência do Senado. O documento, que levou cinco anos para ser preparado, dá detalhes das técnicas controversas utilizadas para interrogar detentos em prisões secretas ao redor do mundo.
Privação de sono por mais de 180 horas, simulações de afogamento, espancamentos e banhos de gelo estão entre os métodos descritos. Pelo menos cinco detentos foram submetidos a procedimentos de reidratação ou alimentação retal sem necessidade médica.
Segundo o texto, diante da tortura, muitos deles deram informações falsas aos agentes, levando a operações fracassadas. Além disso, sete dos 39 prisioneiros que foram submetidos às técnicas não revelaram nenhuma informação à CIA.

mockup