Nas 445 páginas do relatório que entregou ao Congresso americano, o promotor especial Kenneth Starr listou 11 atos do presidente Bill Clinton que podem ‘‘constituir motivos para abertura de um processo de impeachment’’. Starr foi o responsável pela investigação do escândalo sexual que envolve Clinton e a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
O relatório do promotor traz também o resultado da análise genética de uma mancha de sêmen encontrada num vestido de Monica. O FBI, a polícia federal americana, responsável pelo exame, concluiu que amostra coincide com o DNA de Clinton.
Os advogados da Casa Branca reagiram rapidamente às denúncias de Starr. Imediatamente após a leitura de trechos do relatório, pela Comissão de Justiça da Câmara de Representantes, a equipe de defesa - liderada pelo advogado David Kendall - enviou uma réplica ao Congresso argumentando que o presidente cometeu ‘‘erros’’, mas não ‘‘delitos’’ que justifiquem a abertura de um processo de impeachment.
Na sessão de ontem da Câmara, os deputados aprovaram, por 363 votos a favor e 63 contra, a divulgação do relatório de Starr pela Internet. O resultado foi uma derrota para os advogados da Casa Branca, que tinham pedido para ter acesso à íntegra do documento antes da divulgação para o público. Os sites oficiais de divulgacão do relatório na Internet são os seguintes:
www.house.gov/judiciary
www.house.gov/icreport
www.thomas/loc.goc/icreport
www.access.gpo.gov/congress.icreport
O relatório também poderá ser visto nos sites:
www.washingtonpost.com
www.nytimes.com
www.Yahoo.com .
Nos próximos dias, a Comissão de Justiça vai estudar as mais de 2 mil páginas de documento - laudos e provas que foram anexadas ao relatório por Starr - para decidir quais partes poderão ser divulgadas e quais, por seu conteúdo erótico, ficarão restritas aos parlamentares.
A Casa Branca contestou as afirmações de que o relatório do investigador independente Kenneth Starr contém evidências suficientes para conduzir a um processo de impeachment contra o presidente Bill Clinton.
‘‘Nós sentimos, muito fortemente, que não deverá haver uma consideração de impeachment. Não surgiu nada (no relatório) que sustente um impeachment’’, disse o porta-voz da Casa Branca, Mike McCurry. Segundo ele, ‘‘como um assunto político, o presidente quer ver tudo isso resolvido rapidamente’’.
Ele recusou-se a responder se Clinton quer que o Congresso adie o debate da idéia de impeachment, marcada preliminarmente para 9 de outubro. ‘‘Nós não sabemos que agenda a Câmara vai querer cumprir’’, afirmou.
O porta-voz também reafirmou que Clinton não vai permitir que o caso o afaste de seus deveres. ‘‘Ele vai fazer o trabalho para o qual foi eleito’’, acrescentou.

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