São Paulo- O Reino Unido classificou como ''malignas'', ontem, as alegações feitas pelo presidente afegão, Hamid Karzai, de que os países do Ocidente interferiram nas eleições presidenciais do ano passado, da qual ele saiu vitorioso. Karzai acusou as embaixadas dos países ocidentais de cometerem fraude eleitoral, pagarem propina e ameaçarem oficiais eleitorais, tentando enfraquecer ele e seu governo. Washington já havia classificado as declarações como ''obviamente mentirosas''.
''Qualquer sugestão de que o Reino Unido ou qualquer outro país interferiu irregularmente no processo eleitoral no Afeganistão é completamente sem fundamento'', disse o secretário britânico de Relações Exteriores, David Miliband.
Segundo Miliband, o premiê britânico, Gordon Brown, falou com Karzai e ''deixou absolutamente claro nossa posição sobre essas alegações''. O presidente afegão apontou o adjunto da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) no Afeganistão, Peter Galbraith, e o diretor da missão de observação eleitoral da União Europeia, Philippe Morillon, como ''focos das fraudes''.

Galbraith foi demitido do posto após destacar em público suas divergências com o chefe da missão da ONU sobre a forma de lidar com as denúncias maciças de fraude no primeiro turno das eleições.

O presidente disse que eles interferiram no processo e fraudaram os votos para forçar um segundo turno, que Karzai ganhou após a desistência de seu adversário.

O presidente ganhou o primeiro turno das eleições afegãs, mas investigações de fraude massiva no pleito reduziram sua margem e obrigaram a realização de um segundo turno.

Seis dias antes da nova votação, o candidato da oposição Abdullah Abdullah decidiu abandonar a disputa, sob a alegação de que existiam muitos riscos de repetição das fraudes registradas no primeiro turno.

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