Londres - A capital britânica mantinha ontem o estado de alerta iniciado na terça-feira. Tanques e soldados foram enviados ao aeroporto de Heathrow, o maior da Europa em volume de passageiros, por medo de um ataque terrorista com mísseis contra algum avião comercial.
No total, 450 militares e cerca de mil policiais foram mobilizados para vigiar Heathrow e outras partes de Londres. O governo e a Polícia não quiseram dar maiores informações sobre o tipo de ameaças que provocaram semelhantes medidas de segurança.
Especialistas em terrorismo e a própria imprensa local especularam sobre o risco de um ataque com mísseis contra um avião comercial, como aconteceu com um avião israelense quando decolava do aeroporto de Mombasa (Quênia) em novembro passado.
''É um alerta que afeta toda Londres. O que vocês vêem em Heathrow é somente a parte mais visível'', disse John Stevens, autoridade da Scotland Yard, à rede de televisão ITV.
''Não o faríamos se não fosse necessário para a segurança dos londrinos e das pessoas que visitam esta cidade'', garantiu. Também foram mobilizadas patrulhas militares em Windsor, perto de Heathrow, ao Oeste de Londres, uma das residências da rainha Elizabeth II.
Segundo o governo e a Scotland Yard, estas medidas ''de precaução'' estão relacionadas com o medo de que a rede terrorista Al Qaeda realize um atentado durante a festa muçulmana do sacrifício comemorada esta semana.
Os serviços secretos italianos também reforçaram a segurança em trens, aviões e edifícios públicos, temendo uma onda de atentados suicidas. ''Dentro do terrorismo islâmico, existe a possibilidade de ataques suicidas e de ações dirigidas contra meios de transporte coletivos, como aviões e trens'', afirma o relatório semestral dos serviços secretos italianos.
O texto, entregue ontem ao Parlamento, afirma que existem sinais preocupantes sobre a preparação de atentados contra locais importantes e simbólicos, como o Vaticano e as embaixadas, entre elas a dos Estados Unidos.
''A Itália está exposta à ameaça terrorista islâmica, principalmente por causa de sua participação militar em algumas alianças, por sua contribuição no combate ao terrorismo internacional, sobretudo do ponto de vista financeiro'', destaca o relatório.
Para os serviços secretos italianos, no caso de uma intervenção militar no Iraque, as bases americanas e da Otan na Itália podem se tornar alvos de atentados organizados por grupos terroristas de esquerda.
O documento acrescenta que existem ''círculos internos'' de extrema-direita que ''olham com interesse o fundamentalismo islâmico por sua posição contra os Estados Unidos e contra Israel''.

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