Reino Unido e EUA avaliam vídeo de decapitação divulgado pelo Estado Islâmico
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sexta-feira, 03 de outubro de 2014
Agência Estado 
Cairo - O Departamento de Relações Exteriores do Reino Unido declarou que está trabalhando na verificação do vídeo divulgado nesta sexta-feira pelo grupo extremista Estado Islâmico que mostra a decapitação do britânico Alan Henning. "Se for verdade, é um mais um assassinato nojento", afirmou o Departamento em uma declaração. "Estamos oferecendo todo o apoio possível à família; eles pediram para serem deixados a sós nesse momento."
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que o aparente assassinado de Henning mostra "quão bárbaro e repulsivo esses terroristas são". Em uma declaração, Cameron disse que "o fato de Alan ter sido sequestrado enquanto tentava ajudar outras pessoas e agora assassinado mostra que não há limites para a depravação desses terroristas". O primeiro-ministro afirmou ainda que o Reino Unido fará o que for possível para "caçar esses assassinos e fazer justiça".
O Reino Unido apoia as ações militares americanas contra o Estado Islâmico usando forças britânicas para ajudar na logística e na inteligência, além de ter se unido aos bombardeios aéreos no Iraque. O vídeo começa com notícias anunciando ataques britânicos contra o grupo extremista.
A conselheira de contraterrorismo americana, Lisa Monaco, afirmou que os EUA estão analisando o vídeo. "Esse é outro exemplo claro da brutalidade desse grupo e por que o presidente tem se articulado para destruir o Estado Islâmico", afirmou Lisa No fim do vídeo, um homem mascarado ameaça matar o americano Peter Kassig, também refém do grupo.
ALIADO
O Canadá informou ontem que planeja lançar bombardeios aéreos contra o grupo extremista Estado Islâmico no Iraque, seguindo o pedido dos EUA. O país pode estender os bombardeios para a Síria se for convidado pelo governo do presidente sírio, Bashar Assad, informou o primeiro ministro canadense, Stephen Harper.
A medida autoriza bombardeios aéreos no Iraque no prazo de seis meses e deixa claro que tropas em solo não devem ser usadas nas operações de combate. A nova missão inclui seis jatos de combate CF-18, um avião de reabastecimento, duas aeronaves de vigilância e uma de transporte. Cerca de 600 pilotos trabalham na missão.


