Reino Unido detecta polônio em mais três funcionários
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Autoridades de saúde do Reino Unido detectaram vestígios de polônio-210 em mais três funcionários de dois hotéis de Londres onde o ex-espião russo Alexander Litvinenko, 43 anos, esteve antes de morrer, em 23 de novembro, devido à contaminação por uma alta dose da substância. A informação foi divulgada no mesmo dia em que autoridades encerraram as investigações do caso em Moscou.
Exames realizados em dois funcionários do Hotel Millennium, em Mayfair que a polícia suspeita que tenha sido o local onde Litvinenko foi envenenado apontaram a presença de pequenas quantidades de polônio-210, segundo a Agência de Proteção à Saúde (HPA, na sigla em inglês).
O material radioativo também foi detectado em testes realizados em um funcionário do Hotel Sheraton. Anteriormente, a HPA havia divulgado que a viúva de Litvinenko, Marina, e outros sete funcionários do Millennium estavam contaminados por polônio-210. Litvinenko morreu após receber uma alta dose de polônio-210. Antes de morrer, ele culpou o governo russo do presidente Vladimir Putin por seu envenenamento.


