Reiniciadas negociações EUA-China
France Presse
de Auckland
Os presidentes da China, Jiang Zemin, e dos Estados Unidos, Bill Clinton, se reuniram durante duas horas, ontem, mantendo um encontro muito construtivo, que reabriu oficialmente as relações entre os dois países, que sofreram um forte abalo em maio, quando a aviação da Otan bombardeou a embaixada chinesa em Belgrado.
O encontro voltou a encaminhar as relações, que apresentam grandes desafios para o futuro, disse Samuel Berger, conselheiro norte-americano para a segurança.
Ele descreveu as discussões como muito amistosas, bastante construtivas e completas.
A reunião entre os dois dirigentes, cujo último encontro aconteceu na primavera de 1998, parece virar mais uma página da complicada história entre China e EUA, já que os chineses jamais aceitaram as explicações de que o bombardeio da Otan que matou três pessoas foi um erro técnico.
Clinton e Jiang Zemin participam do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), cuja sétima cúpula anual começa hoje, em Auckland.
Bill Clinton reiterou a Zemin a vontade de Washington de permitir à China aderir à Organização Mundial de Comércio (OMC) antes do final do ano, explicou o conselheiro econômico presidencial Eugene Sperling.
Para isso, o presidente pediu à representante norte-americana para o Comércio, Charlene Barshefsky, que reinicie hoje as negociações com seu colega chinês, Guangsheng Shi, informou Sperling.
Sobre os problemas com Taiwan, a China pediu aos EUA que suspendam a venda de armas a Taipé. Os norte-americanos responderam que estão se limitando a cumprir acordos firmados com os taiwanenses no passado. No encontro, a China garantiu aos EUA que pretende reanexar o território de modo pacífico, sem intervenção militar, dentro do princípio de reunificação do país.





