São Paulo - O líder palestino Iasser Arafat deveria refletir e decidir se renuncia pelo bem de seu povo, afirmou o rei da Jordânia, Abdullah 2º, em entrevista publicada ontem pelo jornal ''The New York Times''. A declaração é uma rara indicação da frustração árabe com o presidente da Autoridade Nacional Palestina.
Israel e os Estados Unidos geralmente pressionam pela renúncia de Arafat. O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, criticou duramente o líder palestino nos últimos dias. Powell afirmou que Arafat ''continua a tomar decisões e fazer declarações que dificultam o avanço (do plano de paz para o Oriente Médio)''.
A Jordânia, um mediador-chave da crise israelo-palestina, também está numa delicada situação: mais da metade de sua população é palestina e deve balancear sua amizade com os EUA com a crescente frustração árabe sobre a medidas norte-americanas sobre Israel e Iraque.
Questionado sobre as críticas que Powell fez recentemente a Arafat, Abdullah 2º respondeu: ''Penso que Arafat deve se olhar demoradamente no espelho e determinar se sua presença ajuda ou não a causa palestina''.
Abdullah 2º disse que sabe de conversas dentro da direção palestina sobre a idéia de que Arafat conceda mais poderes ao primeiro-ministro. ''Se isto permitir que os palestinos superem o obstáculo que atualmente conhecemos, com os Estados Unidos e Israel, é necessário que esclareçam, e rápido'', afirmou.
Ontem, durante o Fórum Econômico Mundial na Jordânia, Abdullah 2º exortou a comunidade internacional a solucionar pacificamente o conflito israelo-palestino, já que ''devemos fazer justiça com os palestinos e oferecer segurança aos israelenses''.

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