Amã O rei Abdullah II da Jordânia denunciou ontem a guerra contra o Iraque, qualificando-a de ''invasão''. Afirmou que seu país se recusava a abrir o espaço aéreo à coalizão norte-americano-britânica.
O rei Abdullah também expressou, em entrevista à agência oficial de notícias Petra, sua ''dor e sua tristeza'' ao evocar as vítimas iraquianas.
''Para falar francamente, pediram-nos para abrir nosso espaço aéreo aos aviões militares mas recusamos com firmeza'', informou o rei ao diretor da agência Petra.
''A Jordânia não é e nunca será uma base para o lançamento de ataques contra o Iraque'', acrescentou.
O espaço aéreo jordaniano está aberto desde o início da guerra contra o Iraque, no dia 20 de março.
Mas o rei insistiu em sua oposição ao conflito e à instalação ''em Bagdá, de dirigentes impostos por forças externas''.
''O povo iraquiano tem o direito de escolher seus dirigentes e, porque cremos na democracia, não podemos imaginar que se possa aprovar uma liderança imposta, contra sua vontade'', prosseguiu.
O rei também desmentiu informações divulgadas pela imprensa indicando que tropas norte-americanas poderiam passar pela Jordânia para atacar o Iraque, após a recusa da Túrquia de deixá-las transitar por seu território.
Abdullah II acrescentou que partilhava os sofrimentos do povo iraquiano vistos através das imagens ''transmitidas pela TV que mostrou um número crescente de vítimas civis iraquianas e de mártires inocentes'' mortos na guerra.

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