Damasco - O regime sírio se prepara para um ataque ocidental a qualquer momento, frente à determinação dos Estados Unidos e da França de agir, apesar das advertências do presidente russo Vladimir Putin, que considerou ontem as acusações de ataque químico de "total absurdo".

O poder sírio, que nega ter recorrido ao uso de armas químicas e volta as acusações contra os rebeldes, rejeitou como "mentiras" as "provas" apresentadas pelos Estados Unidos sobre um suposto envolvimento do governo em um ataque químico no dia 21 de agosto, que matou 1.429 pessoas, incluindo 426 crianças.

Após a partida neste sábado dos inspetores da ONU responsáveis por investigar o uso de armas químicas, uma oportunidade para possíveis ataques se abriu, segundo os especialistas.

"Nós esperamos uma agressão a qualquer momento e estamos prontos para responder igualmente a qualquer momento", declarou um oficial sírio. "Esta agressão (ocidental) não justificada não (ficará) sem resposta".

A declaração ocorre após uma equipe de especialistas da ONU investigar por quatro dias os locais do suposto ataque. Foram coletados amostras de sangue, urina e cabelo das vítimas, mas sua análise poderá levar várias semanas.

Apesar da oposição de grandes potências a uma intervenção militar na guerra civil na Síria, os presidentes francês, François Hollande, e americano, Barack Obama, defendem que a comunidade internacional envie uma "mensagem forte" a Bashar al-Assad.

mockup