Regime sírio quer 'diálogo nacional'
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de julho de 2011
France Presse 
Damasco - O regime sírio assegurou ontem que quer reativar ''o diálogo nacional'' para favorecer a transição do país para a democracia, mas sem interromper a repressão em várias cidades. Segundo alguns militantes, os tanques entraram ontem em vários bairros de Homs, onde os disparos das forças de segurança deixaram ao menos um morto.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) citou ''intensos tiroteios'' em vários povoados nos arredores de Homs, assim como prisões. O Exército prosseguiu também com sua ofensiva na região de Khabal el Zawiya, na província de Idleb (Noroeste), segundo a OSDH, que citou militantes.
Acusando o ''exterior'' de querer sabotar seus esforços, o regime convocou ontem os embaixadores de Estados Unidos e França para protestar contra sua visita à cidade rebelde de Hama (Norte) sem autorização, segundo a agência oficial Sana. ''Sua visita demonstra que existe um apoio do exterior para desestabilizar o país, justo quando acaba de se abrir um diálogo nacional, que tem por objetivo construir o futuro da Síria'', completou a agência, que criticou ''uma ingerência flagrante nos assuntos internos sírios''.
Os opositores ao regime, por sua vez, decidiram boicotar a iniciativa e reclamam que, antes de dialogar, seja feita a retirada das forças sírias das cidades, a libertação dos prisioneiros políticos e dos manifestantes pacíficos, e uma investigação dos crimes cometidos contra os manifestantes. Eles pedem também a queda do regime e exigem eleições livres. A repressão do movimento de protesto contra o regime, iniciado em 15 de março, custou a vida de mais de 1,3 mil civis, segundo as ONGs.


