Regime mente sobre massacre, dizem EUA
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Folhapress 
São Paulo - A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, acusou o regime sírio de ''mentir descaradamente'' sobre a autoria do massacre de Houla, em que 108 pessoas morreram, na última sexta-feira.
''Trata-se de outra mentira descarada. Não há nenhuma prova objetiva que apoie essa interpretação dos acontecimentos, tampouco dentro da versão documentada pelos observadores da ONU sobre o terreno'', afirmou Rice, após sair de uma reunião do Conselho de Segurança.
A diplomata disse que o uso de artilharia pesada e de milícias nas mortes dos civis em Houla ''não deixam dúvidas'' sobre o que aconteceu e que pedirá uma investigação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Rice também pediu maior pressão de Rússia e China sobre o ditador Bashar al Assad e se referiu à chegada de um barco russo com armas para a Síria. ''Deve-se condenar que as armas continuem chegando a um regime que continua usando uma força horrível e desproporcional contra seu povo''.
Grupos armados
Mais cedo, o general Kassem Jamaleddine, chefe da comissão que investigou o massacre de Houla, afirmou que a ação foi cometida por ''grupos armados'', de acordo com resultados de investigações preliminares das autoridades sírias.
''Grupos armados assassinaram famílias pacíficas'', anunciou Jamaleddine, durante uma coletiva de imprensa, afirmando que essas famílias ''haviam recusado a se colocar contra o governo e não concordavam com os grupos armados'', referindo-se à oposição armada que combate as tropas do governo.
Ele afirmou que ''entre 600 e 800 homens armados, vindos de regiões vizinhas de Houla, começaram a atacar a região e as tropas governamentais''.


