Regime de Assad diz que enviado da ONU é tendencioso
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - O regime sírio declarou ontem que considera o enviado especial da Organização das Nações Unidas ONU) ao país árabe, Lakhdar Brahimi, tendencioso sobre o conflito entre as tropas aliadas do ditador Bashar Al Assad e os rebeldes.
Em nota publicada pela agência de notícias Sana, a chancelaria síria mostrou a surpresa do regime com a entrevista de Brahimi ao canal de televisão britânico BBC, anteontem. No encontro com os jornalistas, o enviado chamou a proposta do ditador para acabar com a violência de "sectária e parcial".
"Acho que a população está dizendo que 40 anos é muito tempo para uma única família governar o país, logo as mudanças precisam ser reais. Acho que Assad poderia ter liderado esse processo se tivesse atendido às aspirações de seu povo, em vez de resistir."
Em nota, o ministério considerou que a entrevista destoou da missão do enviado e o acusou de ser favorável aos rebeldes. "Ela demonstra de forma flagrante sua inclinação a posturas de partes conhecidas por sua conspiração contra a Síria e contra os interesses do povo sírio."
No comunicado, o governo sírio ainda defendeu o plano de paz do ditador como a única alternativa para o fim da onda de violência, que completa 22 meses neste mês.
Damasco acredita que o papel das potências ocidentais no conflito deveria se restringir a convencer os países que "fornecem apoio financeiro e armas aos terroristas", como o regime chama os opositores. Dentre os acusados por Damasco, estão Arábia Saudita, Catar, França, Reino Unido e Estados Unidos.


