Regime afasta responsabilidade por assassinatos de jornalistas
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Das Agências 
Brasília - O regime sírio afastou ontem qualquer responsabilidade na morte dos dois jornalistas estrangeiros durante bombardeio ocorrido na quarta-feira na cidade de Homs. Para as autoridades sírias, os profissionais entraram no território ''sob a própria responsabilidade''.
''Recusamos as declarações que responsabilizam a Síria pela morte de jornalistas que se infiltraram em nosso território sob a própria responsabilidade'', informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
''O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma a necessidade de os jornalistas respeitarem as regras do trabalho jornalístico na Síria e evitarem infrações ao entrarem (clandestinamente) em território sírio'', acrescenta o ministério.
A declaração foi feita um dia depois da morte da norte-americana Marie Colvin, repórter veterana do Sunday Times, e do francês Remi Ochlik, fotógrafo da Agência IP3 Press, no bombardeio de uma casa transformada em centro de imprensa. Pelo menos três jornalistas ficaram feridos. Não se sabe onde estão os corpos dos dois jornalistas mortos nem os jornalistas feridos.
Fortes restrições são impostas pelo regime sírio aos jornalistas estrangeiros para a obtenção de um visto e para deslocamento no interior do país.
Já a jornalista francesa Edith Bouvier, que ficou ferida no ataque, pediu ontem para ser retirada do país imediatamente. Repórter do Le Figaro Magazine, ela disse que está com duas fraturas na altura do fêmur da perna esquerda e ''precisa ser operada rapidamente''. Apela para um cessar-fogo para que uma ambulância, ou ''outro veículo em bom estado'', possa levá-la para o Líbano, segundo um vídeo publicado pelos opositores ao regime sírio.


