Erbil, Iraque O êxodo de dezenas de milhares de refugiados para o Curdistão aumentou e as autoridades curdas, que prevêem a chegada de 500.000 pessoas a seu território em caso de guerra no Iraque, só podem acolher uma décima parte disto.
O movimento começou segunda-feira nas cidades próximas à linha de demarcação entre o Curdistão ''liberado'' e o Iraque. Foi-se ampliando hora após hora desde o ultimato que o presidente George W. Bush deu a Saddam Hussein.
Desde terça-feira, a ''capital'' do Curdistão, Erbil, foi-se esvaziando até parecer-se a uma cidade quase fantasma.
Ontem, ''dezenas de milhares'' seguiam principalmente para a região de Dohuk, no noroeste, abandonando as cidades para refugiar-se nas aldeias das montanhas, informou um alto dirigente do Partido Democrático do Curdistão (PDK). Ao mesmo tempo, milhares de iraquianos atravessaram a linha de demarcação, como em Chamchamal (centro), onde chegaram cerca de 30.000 civis nos dois últimos dias.
Devido a estes deslocamentos de população, o parlamento curdo, com sede em Erbil, proclamou, ontem, estado de emergência.
O plano prevê com especial importância ''a ativação'' de acampamentos para os que já escolheram há algum tempo dez locais nas montanhas.

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