Washington - O presidente Barack Obama afirmou ontem que a reforma da saúde, peça-chave de seu governo, não se resume a um site na internet, embora tenha admitido que o portal lançado para acompanhar o plano não tinha "funcionado tão bem quanto devia". Após afirmar, a respeito do plano de saúde conhecido como "Obamacare", que "o produto era bom", o presidente dos Estados Unidos assegurou que seu governo faz "todo o possível para melhorar o funcionamento" do site na internet healthcare.gov, que sofreu constantes problemas técnicos desde o seu lançamento há três semanas.
Em um sistema dominado por seguros privados de saúde, 53 milhões de americanos carecem de cobertura de saúde. A reforma, promulgada em 2010 por Obama, pretende dar acesso a cuidados médicos para 30 a 33 milhões deles.
"A página é lenta demais, as pessoas têm problemas no processo de registro. Posso dizer sem me equivocar que ninguém está mais irritado do que eu por causa destas falhas", acrescentou Obama durante discurso na Casa Branca. "Estes problemas são indesculpáveis e estão em processo de serem solucionados", disse.
O site sofreu vários problemas técnicos. As linhas telefônicas ficaram saturadas e o site, sobrecarregado, tornando inacessíveis as ofertas para muitos dos que tinham aguardado para se inscrever no programa.
O lançamento do Obamacare foi feito apesar da paralisia parcial do governo americano, devido à falta de acordo sobre o orçamento no Congresso.
Desde 1º de outubro e durante seis meses, as pessoas que quiserem cobertura no novo sistema podem se inscrever nas novas empresas de seguros de saúde, que oferecem uma opção que favorece a concorrência, pois a ideia precisamente seria reduzir os custos de saúde.
As empresas são coadministradas pelo governo federal e as autoridades locais em 36 Estados e em outros 14 organizaram seus próprios sistemas.

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