São Paulo - O Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia confirmou na noite de terça-feira a vitória do "não" no referendo constitucional realizado no último domingo, o que impede o presidente do país, Evo Morales, de se candidatar a um quarto mandato (2020-2025).
Com 99,49% das urnas apuradas, o "não" se impôs com 51,31% dos votos contra 48,69% do "sim", afirmou a presidente do TSE, Katia Uriona.
Mais de seis dos dez milhões de bolivianos foram às urnas para decidir sobre a reforma constitucional. A vitória do "sim" possibilitaria uma terceira reeleição de Evo, junto com seu vice, Álvaro García Linera.
Esta foi a primeira derrota eleitoral direta do presidente desde sua chegada ao poder em 2006.
A presidente do Tribunal Eleitoral, Katia Uriona, destacou o esforço feito pelo órgão para garantir a rapidez e a precisão na contagem dos votos. A apuração começou pelos centros urbanos até, finalmente, chegar às zonas rurais.
Para o líder opositor boliviano Samuel Doria Medina, a derrota de Evo Morales deixa como mensagem para a oposição a urgência de se unir. "A principal mensagem a extrair é a da unidade, ou seja, que o caminho da unidade é o de que a Bolívia necessita", afirmou. O resultado exige que "encontremos um mecanismo para manter essa unidade", acrescentou o líder de centro.
Doria Medina perdeu duas vezes para Morales -consecutivamente e por uma ampla diferença- na disputa à presidência do país.

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