A comissão de negociadores do governo filipino pode retomar hoje as negociações com guerrilheiros muçulmanos, na ilha de Jolo, ao sul das Filipinas, onde os 21 reféns são mantidos desde que foram trazidos de um resort malaio, há 29 dias.
As conversações oficiais tinham sido adiadas por causa dos recentes conflitos entre os rebeldes separatistas islâmicos e as tropas do governo e das condições de segurança na ilha para um encontro de negociações. O chefe de polícia Candido Casimiro estava aguardando ordens para defender a área onde as conversações irão ocorrer, próxima à montanha onde o grupo Abu Sayyaf mantêm escondidos os prisioneiros do grupo sequestrado no dia 23 de abril, composto por três alemães, dois franceses, dois finlandeses, dois sul-africanos, um libanês, nove malaios e dois filipinos.
Os negociadores e os cinco membros das facções do grupo rebelde estão sendo esperados para o encontro, segundo informou o chefe das negociações Robert Aventajado. Ele e o enviado libanês Abdul Rajab Azzarouq estiveram em Manila ontem para falar com o presidente filipino Joseph Estrada.
O Abu Sayyaf, o menor e mais radical dos dois grupos guerrilheiros muçulmanos – o segundo e maior é a Frente Islâmica de Libertação Moro (FILM) –, luta pela criação de um estado islâmico no empobrecido sul das Filipinas, na província de Mindanao, onde vive a minoria muçulmana do país, de maioria católica. Os rebeldes chamaram atenção internacional para a sua causa ao sequestrar os reféns de um resort de mergulho malaio na ilha de Sidapan, Malásia, distante uma hora de barco de Jolo, nas Filipinas.

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