Refém mais antigo das Farc é libertado
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terça-feira, 30 de março de 2010
Folhapress 
São Paulo - Após 12 anos em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o sargento Pablo Emilio Moncayo foi oficialmente libertado ontem no aeroporto Gustavo Artunduaga, na cidade de Florencia (Colômbia).
A informação foi confirmada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), cujos membros receberam o refém e o entregaram para a missão humanitária responsável pela negociação. Com ele no helicóptero brasileiro estava a senadora Piedad Córdoba, que mediou toda a libertação.
Moncayo foi recebido pela família, que o aguardava desde manhã. Seu pai, que havia se tornado figura pública na Colômbia, o professor Gustavo Moncayo, emocionou-se ao receber o filho.
No aeroporto também estavam integrantes da Igreja Católica e do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP). O sargento foi sequestrado em 21 de dezembro de 1997. Então com 18 anos, ele patrulhava a base de comunicações de Patascoy, no Departamento (Estado) de NariÀo.
Após um atraso de três horas devido ao mau tempo, a operação, que conta com apoio do Brasil, conseguiu chegar ao refém com sucesso. O helicóptero já com o refém a bordo decolou às 11h15 horário local (13h15 horário de Brasília).
Ainda pela manhã, o coronel Carlos Aguiar, que comanda as operações com os helicópteros brasileiros, disse que o horário limite para dar início ao voo era 12h no horário local (15h no horário de Brasília), e a operação só teve início após a melhora das condições climáticas.
As forças militares da Colômbia já tinham suspendido suas operações em parte do sul do país pouco antes das 18h (20h de Brasília) de ontem para permitir a libertação do sargento, assim como fez no domingo, dia em que o soldado Josué Daniel Calvo foi libertado.
As Farc disseram que, a partir de agora, não haverá mais libertações unilaterais, e sim uma troca humanitária entre reféns e guerrilheiros presos.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, respondeu que está disposto ao acordo humanitário se os guerrilheiros libertados ''não voltarem a cometer crimes''.


