Os negociadores do governo filipino e os rebeldes muçulmanos, que ainda mantêm em seu poder 21 reféns na ilha de Jolo, iniciaram negociações ontem, sem que se tenha conseguido ainda a libertação da refém alemã doente, Renate Wallert, adiada pelo menos até hoje.
Os rebeldes do grupo Abu Sayyaf pediram mais 24 horas de prazo. ‘‘Teremos a resposta deles amanhã (hoje) sobre a refém alem㒒, declarou Roberto Aventajado, conselheiro do presidente filipino Joseph Estrada.
Os negociadores fixaram como objetivo a libertação da alemã. Um porta-voz dos rebeldes acusou-a de fingir sua doença. Aventajado afirmou que os negociadores não puderam ver os 21 reféns, entre eles dez turistas ocidentais.
Os negociadores irão de novo hoje se encontrar com os rebeldes para prosseguir negociando. O ex-embaixador líbio em Manila, Rajab Azzaruk, que se reuniu ontem com os rebeldes na qualidade de negociador, assegurou, em seu informe a Aventajado, que o estado de saúde da refém alemã, que sofre de hipertensão, está melhor e mostrou-se ‘‘muito otimista’’ sobre a continuação das discussões.
O diplomata estava acompanhado por uma equipe médica da Cruz Vermelha. Um dos médicos, Nelsa Amin, explicou aos jornalistas que teve confirmação que o estado de saúde da refém alemã está melhor, mas ainda apresenta sinais de hipertensão. Amin disse igualmente que o estado de saúde do refém francês Stephane Loisy, que sofre há vários dias de infecção urinária, já não é preocupante.

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