Jeffrey Schilling, um norte-americano que foi tomado como refém há dois meses e meio por rebeldes muçulmanos, afirmou ontem, em entrevista a uma rádio filipina, que está se locomovendo em cadeira de rodas devido a uma infecção em uma das pernas e que já perdeu a esperança de ser libertado.
Schilling, um muçulmano convertido de Okland, Califórnia, disse ainda que conseguiu se salvar dos bombardeios efetuados por forças governamentais contra os rebeldes ‘‘por graça de Alᒒ. Segundo o norte-americano, de 24 anos, os rebeldes do grupo Abu Sayyaf, que o sequestraram, escapavam das tropas durante a noite.
Falando à emissora de rádio por telefone celular, o refém disse ainda que não está sendo tratado por nenhum médico e que não há mais medicamentos. ‘‘Estou com úlcera, fadiga e depressão. Eles me forçam a andar dia e noite. Eles me mantêm em cadeira de rodas’’, afirmou Schilling em sua primeira entrevista em mais de um mês.
De acordo com o norte-americano, os rebeldes o retiraram da ilha de Jolo, onde ele foi capturado depois de visitar um campo rebelde em 31 de agosto, e que não sabe exatamente onde está agora.
Em 16 de setembro, milhares de tropas atacaram campos do Abu Sayyaf em Jolo em uma tentativa de resgatar Schilling e outros 18 reféns. Dezessete sequestrados foram resgatados ou conseguiram fugir, restando apenas Schilling e o filipino Roland Ulla com os rebeldes. O líder do grupo rebelde afirmou que sequestrará mais norte-americanos caso o governo dos EUA se recuse a negociar a libertação de Schilling.

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