Refém americano é ferido por guerrilheiros filipinos
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Jason Gutiérrez France Presse De Manila 
A crise dos sequestros nas Filipinas agravou-se ontem, ao se confirmar que um dos reféns norte-americanos em poder dos guerrilheiros muçulmanos está ferido, ao mesmo tempo em que teme-se que um oficial da marinha dos Estados Unidos tenha caído em poder de outros combatentes comunistas.
O missionário Martin Burnham sofreu vários ferimentos nas costas, em consequência da explosão de uma granada durante um combate em uma zona florestal da cidade de Tuburán, explicou Abu Sabaya, porta-voz do grupo rebelde muçulmano Abu Sayyaf à Rádio Mindanao. Burnham, sua esposa Gracia e Guillermo Sobrero são os três norte-americanos incluídos na lista dos 59 reféns retidos por esse grupo guerrilheiro na ilha de Basilán, Sul das Filipinas.
Os três norte-americanos foram sequestrados junto com 17 filipinos em um balneário da ilha de Palawán, Sudoeste, no dia 27 de maio passado. O porta-voz acrescenteu que o grupo Abu Sayyaf não negociará a libertação dos reféns enquanto o Governo não se retirar da ilha de Basilán (Sul). Antes de qualquer negociação, retirem os militares, disse em sua entrevista à emissora através de um telefone celular.
Das 20 pessoas sequestradas em Palawán, treze conseguiram escapar durante choques com o exército e outros dois foram executados. Os outros reféns, entre eles várias enfermeiras, foram capturados no último dia 2 durante um ataque dos militares aos rebeldes de Abu Sayyaf, que retinham 200 pessoas em um hospital e uma igreja de Lamitan, comunidade da ilha sulista de Basilan.
Teme-se que a guerrilha comunista, inspirando-se nos sequestros praticados pelos muçulmanos, tenha capturado um oficial da marinha norte-americana desaparecido desde ontem. Segundo a polícia, o tenente Scott Washburn, da US Navy, pode ter-se perdido nas encostas do vulcão Pinatubo, onde estava fazendo uma excursão com outros militares norte-americanos e filipinos.
Trata-se de um novo golpe duro para a presidente filipina Gloria Arroyo, que desde o começo da crise tem-se mostrado muito firme ao não ceder aos sequestradores, mandando o exército para persegui-los.


