Dubai As emissoras de televisão árabes Al-Jazeera e Al-Arabiya defenderam suas linhas editoriais, ontem, e rechaçaram as acusações do número dois do Pentágono, Paul Wolfowitz, de que estimulavam a violência contra as forças militares americanas no Iraque. ''As afirmações de Wolfowitz são calúnias contra os meios de comunicação árabes em geral e contra a Al-Arabiya e Al-Jazeera em particular'', protestou Salah Al-Qallab, porta-voz da primeira televisão, emissora de capital majoritário saudita com sede em Dubai.
O subsecretário americano de Defesa acusara as duas emissoras de ''deformar terrivelmente as informações sobre o conflito no Iraque'' e de ''difundir reportagens falsas e parciais a fim de incitar a violência contra os soldados do seu país''.
Wolfowitz lançara uma advertência aos países que apóiam as duas empresas árabes: ''Estes governos devem parar para pensar e ver que a situação não é um jogo. Que esta posição está ameaçando a vida dos soldados americanos'', declarou à TV dos EUA Fox News.
''O Wolfowitz não deve esperar que a Al-Arabiya considere as forças americanas como forças de libertação'', ressaltou Qallab para a AFP, reforçando que, ''durante a guerra do Iraque, a sua emissora se aliara sempre ao lado da verdade: nem com Saddam Hussein, nem com as forças de ocupação''. ''Às vezes, podemos cometer erros, mas de forma geral temos primado pela imparcialidade'', concluiu.

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