Rede terrorista Al-Qaeda assume ataques em Amã
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - O braço iraquiano da Al-Qaeda, liderado pelo jordaniano Abu Musab al Zarqawi, reivindicou ontem a autoria do triplo atentado que matou 56 pessoas na capital da Jordânia na véspera. Os EUA e o próprio governo jordaniano já haviam acusado a rede terrorista de executar o ataque, que atingiu três hotéis de luxo em Amã e deixou quase cem feridos.
O governo diminuiu o saldo de baixas, antes colocado em 67. Entre os mortos, há dois chineses, um americano, um árabe-israelense, um indonésio, um saudita, dois barenitas e seis iraquianos, além de nove pessoas cuja nacionalidade não pôde ser identificada. Mas a grande maioria, 33, é de jordanianos.
''Esses hotéis (Grand Hyatt, Radisson e Days Inn) foram escolhidos porque o déspota jordaniano os transformou em um quintal para nossos inimigos de fé, os cruzados (americanos) e os judeus'', diz um texto, assinado pelo grupo de Zarqawi e divulgado na internet, cuja legitimidade não pôde ser comprovada.
''Espiões do Egito, da Autoridade Palestina, da Arábia Saudita e da Jordânia também se reúnem lá para tramar contra os mujahidin (combatentes islâmicos) na Palestina e no Iraque. Os hotéis são um santuário para os infiéis do governo iraquiano viverem e se reunirem depois que nosso fogo queimou a Zona Verde deles'', segue o texto, referindo-se à área em Bagdá onde ficam os prédios do governo iraquiano e as principais instalações militares dos EUA no país. Estima-se que 400 mil iraquianos vivam em Amã.
A Jordânia é um dos dois países árabes ao lado do Egito a manter relações diplomáticas com Israel e um dos principais aliados dos EUA na região em sua guerra ao terror, junto com os governos saudita e paquistanês, além de um destino frequente de diplomatas e empresários ocidentais. Mas, paralelamente, é onde o apoio ao terrorismo encontra um de seus índices mais altos. Mesmo assim, nunca tinha sido alvo de um atentado de grande porte.
O país é também o berço de Zarqawi, que nasceu em 1966, em Zarqa, nas cercanias de Amã. Daí sua alcunha, que significa ''homem de Zarqa''. Seu nome real é Ahmad Fadil Nazzal al Khalayleh. Em 1996, chegou a ser preso e sentenciado a 15 anos de prisão, mas acabou libertado três anos depois graças a uma anistia concedida pelo rei Abdullah.


