Recrutas iraquianos são massacrados
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domingo, 24 de outubro de 2004
France Presse 
Bagdá - Os corpos de 49 recrutas do exército iraquiano foram encontrados ontem ao norte de Bagdá, num dia também marcado pela morte do diplomata americano, Ed Seitz, responsável pela segurança da Embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana, durante um ataque com morteiro em Camp Victory, perto do aeroporto da capital, anunciou o Departamento de Estado.
É o primeiro membro da diplomacia americana morto neste conflito no Iraque. O secretário de Estado, Colin Powell, que está em Pequim numa segunda etapa de uma viagem por três países asiáticos, vindo do Japão, prestou homenagem a Seiz, destacando seu valor e dedicação ao país e a um futuro melhor para o povo iraquiano.
Mais tarde, um site islamita na Internet divulgou um comunicado atribuído ao grupo do jordaniano Abu Mussab Al-Zarqawi assumindo o massacre dos recrutas que tiveram os corpos descobertos ontem perto de Baaquba, norte de Bagdá. ''Os corpos de 37 novos recrutas mortos a tiros, alguns com as mãos amarradas, foram encontrados à beira da estrada e os de 12 outros num microônibus incendiado a alguns metros dos primeiros'', anunciou o porta-voz do ministério do Interior, o coronel Adnane Abdel Rahmane.
Ali al-Kaaki, comandante da Guarda nacional da cidade de Mandali, precisou que as vítimas, que usavam roupas civis e não estavam armadas, viajavam em cinco microônibus, quando foram pegas numa emboscada. ''Trata-se de uma execução. Encontramos os corpos com o ventre para baixo, e uma bala na cabeça'', afirmou o comandante Kaaki.
Em Ramadi, os corpos de um policial iraquiano e de uma pessoa com um bilhete sobre o peito com os dizeres ''espião sírio a soldo das forças americanas'' foram descobertos ontem em dois locais diferentes da cidade sunita de Ramadi, segundo a polícia local. De acordo com fontes do hospital, a 100 km a oeste de Bagdá, cinco pessoas morreram e 18 ficaram feridas em confrontos entre homens armados e soldados americanos.
Num outro local do centro da cidade, uma patrulha descobriu o corpo de uma outra pessoa, também morta a tiros, com um bilhete indicando que se tratava de um espião. Um oficial da polícia da cidade de Hit, a 50 quilômetros a nordeste de Ramadi, foi sequestrado. Ele foi identificado como o tenente-coronel Safi Fayad Mahmoud. Ao hospital de Ramadi chegaram os corpos de três pessoas com marcas de tiros, juntamente com onze feridos.
A violência causou outras 14 mortes no Iraque. O Exército americano informou um ataque aéreo contra um suposto esconderijo de rebeldes em Fallujah, ao oeste de Bagdá, cujo balanço foi de seis mortos, entre eles três policiais e três civis.


