Reconstrução custará US$ 25 bilhões
France-Presse
de Ancara
Depois da recontagem das vítimas do terremoto, a Turquia vai precisar de uma grande ajuda financeira internacional para a reconstrução econômica do país. Segundo fontes empresariais locais, a ajuda financeira deve ficar na casa dos 20 a 25 bilhões de dólares, para cobrir o custo das perdas materiais e de produção e para limitar os desequilíbrios regionais, principalmente no Noroeste, onde os estragos foram maiores.
Justamente no Noroeste se situam os principais parques industriais da Turquia. Em algumas fábricas, onde a destruição não foi tão grande, a produção se vê interrompida por causa das enormes perdas humanas, anuncia a organização empresarial Tusiad, que avalia em 300 milhões de dólares diários as perdas com a paralisação das atividades produtivas na região.
O Noroeste da Turquia, o mais atingido pelo terremoto, com pelo menos 20 milhões de habitantes, representa 45% da produção industrial do país. Os maiores grupos turcos e multinacionais têm sua sede na região.
Sua colaboração no Produto Interno Bruto (PIB) é de 33,5% e chega aos 200 bilhões de dólares, segundo o presidente da câmara de comércio de Istambul, Husamettin Kavi.
O complexo petrolífero do grupo estatal Tupras, em Izmir, nas margens do Mar de Mármara, foi fortemente atingido pelo fogo, que começou depois do terremoto, destruindo 6 tanques de reserva.
A refinaria de Izmir, com capacidade para processar 11,5 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, cobre grande parte das necessidades do país.
O turismo, que enfrenta desde o começo do ano uma baixa considerável (-21,7% no final de junho), corre o risco de diminuir ainda mais, apesar de os monumentos históricos e as estações balneárias frequentadas pelos estrangeiros não terem sofrido danos.
Até o momento, segundo a ONU, a ajuda externa à Turquia chega a oito milhões de dólares.





