Recomeça a guerra musical em Lima
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sábado, 08 de fevereiro de 1997
Reuter, de Lima 
France PresseAtendimentoMédicos da Cruz Vermelha são admitidos no prédio da Embaixada para examinar os reféns ainda presos ali pelo MRTAApós 52 dias da tomada da residência do embaixador japonês em Lima por rebeldes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), autoridades peruanas e o comando guerilheiro voltaram ontem a utilizar músicas para travar uma verdadeira guerra psicológica.
Logo pela manhã, o hino revolucionário do MRTA podia ser escutado a todo volume do lado de fora da embaixada. A resposta do governo foi ouvida momentos depois, com a execução, em três potentes alto-falantes, de canções com conteúdo patriótico, marcando assim um abandono das marchas militares utilizadas pela polícia para amedrontrar os rebeldes em ocasiões anteriores.
Mesmo com a retomada do diálago entre representantes do governo e o comando dos sequestradores e as declarações de otimismo por parte dos mediadores, testemunhas afirmaram ter visto ontem vários policiais posicionados no telhado de uma clínica localizada próxima à residência.
Também a maior demanda dos rebeldes (a libertação de 400 companheiros presos) continua mantida. Há 52 dias da tomada da embaixada, qual é nossa missão? Vencer ou morrer. Viva o MRTA!, gritou o chefe dos rebeldes, Néstor Cerpa.
Quinta-feira, depois de uma reunião entre a comissão governamental de negociação e o comando rebelde na residência onde se encontram os 72 reféns (a maioria de nacionalidade japonesa), o bispo Juan Luis Cipriani, delegado do Vaticano, afirmou que foram alcançados avanços positivos. Entre eles, Cipriani destacou a possibilidade de um encontro entre o governo e o MRTA.


