Pelo menos 15 presos morreram nos violentos choques travados desde segunda-feira por rebeldes esquerdistas, paramilitares de ultradireita e presos comuns no presídio Modelo de Bogotá, segundo informes extra-oficiais divulgados ontem por emissoras de rádio e TV.
De acordo com a rádio privada RCN, a rebelião – que teve início na tarde de segunda-feira – se agravou durante a madrugada de ontem quando os detentos se enfrentaram com tiros e explosivos, o que provocou a morte de 15 deles e ferimentos em vários outros.
‘‘É possível ouvir rajadas de fuzil e fortes explosões na Modelo’’, assinalou a RCN, que transmitia do lado de fora da prisão localizada em um populoso subúrbio do centro-oeste da capital colombiana.
Um antigo chefe de pistoleiros do desarticulado cartel da cocaína de Medellín, Jairo Velásquez Vásquez (ou ‘Popeye’), disse por telefone à RCN, do interior da prisão, que a ‘‘situação é grave pelos enfrentamentos entre os guerrilheiros com os presos comuns’’.
A Rádio Caracol, por sua vez, difundiu testemunhos dos familiares de detentos, segundo os quais os enfrentamentos deixaram muitas vítimas.
As autoridades colombianas informaram ontem que encontraram oito corpos em um dos três pátios do presídio Modelo de Bogotá, onde se registra uma violenta rebelião de presos desde a tarde de segunda-feira, em um balanço provisório dos fatos.
‘‘Achamos oito cadáveres em um dos pátios, mas ainda temos de inspecionar os outros dois e não se descarta que o número de vítimas cresça’’, disse aos jornalistas um funcionário do Inpec destacado na Modelo, prisão que abriga rebeldes esquerdistas, paramilitares de ultradireita, narcotraficantes e delinquentes comuns.
Esse responsável também assinalou que pelo menos doze presos ficaram feridos no enfrentamento registrado no pátio inspecionado por agentes de um grupo de elite do Inpec e a Polícia Nacional colombiana e que umas 15 bombas foram desativadas pelos efetivos.

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