La Paz - A rebelada população de Camiri, na província boliviana de Santa Cruz, vai radicalizar seus protestos se o governo do socialista Evo Morales não atender a suas exigências. Onze pessoas já ficaram feridas nos enfrentamentos com a polícia e militares.
O dirigente cívico de Camiri, Mirko Orgaz, afirmou ontem que seu movimento vai radicalizar as ações se não for ouvido pelo governo e que continuam de pé as exigências para que sua região tenha uma usina de gás e seja sede de uma das quatro vice-presidências da estatal petroleira YPFB.
Orgaz disse que a população completou neste domingo sete dias de greve, cortando o tráfego de passageiros e carga para a Argentina e, nas próximas horas, serão bloqueadas as estradas para o Paraguai.
Uma comissão do governo encabeçada pelo ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, se encontra em Camiri para dialogar com o comitê de greve, mas exigiu primeiro que se suspensa o corte das vias, o que foi negado.
''Não podemos suspender a greve sem nada nas mãos'', afirmou Orgaz, acrescentando que, se o governo de La Paz ''tiver vontade política para buscar soluções, o acordo chegará em questão de horas''. Ele reclama para a região do Chaco lucros diretos da nacionalização dos hidrocarbonetos por possuir a maior das principais reservas de gás do país.

mockup