São Paulo - O Exército Livre Sírio, principal grupo armado da oposição contra o ditador Bashar Al Assad, afirmou que matou 65 membros de forças do regime ontem. Os opositores dizem que os mortos são soldados, policiais e integrantes das milícias leais a Assad, as ''shabbiha''.
O confronto que resultou nas mortes aconteceu na cidade de Tafas, na Província de Deraa, no sul do país. O chefe do ELS na região, Ahmed al Naama, explicou que os rebeldes atacaram com morteiros o posto de Al Sala, destruindo quatro tanques e veículos que levavam os milicianos.
Os rebeldes dizem que o ataque aconteceu no momento em que não havia civis no local. No resto do país, os combates entre soldados do regime e opositores continuam.
Até o momento, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, anunciou a morte de 39 pessoas, enquanto os Comitês de Coordenação Local relatam 65 óbitos em todo o território do país árabe.
Mais cedo, um caça do Exército sírio caiu em Deir el Ezzor, no leste do país. De acordo com a agência de notícias Sana, o avião teve uma falha mecânica, mas os rebeldes do Exército Livre Sírio dizem que derrubaram o aparelho, que, segundo eles, participava de bombardeios.
A agência de notícias diz que o avião não pôde continuar por causa da avaria, durante ''uma missão regular de treinamento''. O meio informa que o piloto conseguiu sair do avião a tempo e é buscado pelas forças de segurança do regime de Bashar Assad.
No entanto, o conselheiro de comunicação do comando do Exército Livre Sírio, Fahd al Masril, disse que a aeronave caiu durante um bombardeio à região de Mohassen, em Deir el Ezzor, após os rebeldes abaterem o aparelho, de modelo Mig-21, de fabricação russa.
O representante dos opositores informou que dois pilotos foram identificados, mas não confirmou que os membros do Exército foram capturados.

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