Os representantes do Grupo de Contato para a ex-Iugoslávia, reunidos ontem, em Bonn, estudavam um modo para permitir a participação do Exército de Libertação de Kosovo (ELK) como parte inevitável na solução da crise na província sérvia de maioria albanesa. Os elementos ELK controlam 40% do território da província albanesa a oeste da capital regional Pristina e com o poder que lhe dão as armas reclamam a independência.
A maioria dos membros do Grupo de Contato (Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália) reconhecem agora a necessidade de associar o ELK às negociações sobre o estatuto da província.
Os alemães e norte-americanos se pronunciaram claramente em favor de uma participação do movimento separatista nas conversações de Belgrado. Os franceses parecem estar de acordo.
A grande incógnita continuam sendo os russos, tradicionalmente atentos à posição de Belgrado, que considera o ELK uma ‘‘organização terrorista’’.
A Alemanha apresentou um plano de cinco pontos que prega um cessar-fogo prévio, indispensável para que sejam reativadas as conversações entre sérvios e kosovares.

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