Rebeldes retomam os bombardeios e matam 40 em Angola
Associated Press
Rebeldes da Unita retomaram bombardeios contra cidades controladas pelo governo, matando pelo menos 40 pessoas e aprofundando uma grave crise humanitária, segundo notícias divulgadas ontem em Luanda.
Esporádicos bombardeios de longa distância contra Malanje, onde cerca de 150 mil refugiados internos estão abrigados, já mataram pelo menos 40 pessoas e feriram outras 60 desde sábado, divulgou a emissora de rádio católica Eclesia.
Enquanto isto, o exército do governo garantiu ontem ter rechaçado uma ofensiva rebelde contra a cidade.
O tenente-general Nguto, o comandante militar de Malanje, disse à estatal Rádio Nacional de Angola que cerca de 100 soldados da Unita foram mortos durante o ataque na terça-feira.
Malanje, cerca de 300 km a leste da capital Luanda, tinha estado no geral calma nas últimas quatro semanas depois de meses de pesados bombardeios e combates entre a Unita e o exército desde que a guerra civil foi retomada em dezembro.
Os combates têm forçado o Programa Mundial de Alimentação da ONU a suspender a entrega de ajuda humanitária em Malanje e Huambo, fazendo aprofundar o sofrimento de moradores e refugiados.
Estão chegando casos de crianças extremamente mal nutridas, afirmou a porta-voz da WFP, Maria Flynn.
Em Malanje e Huambo, os atuais estoques de alimentos, que estão sendo oferecidos apenas para os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, vão durar entre 16 e 18 dias, disse Flynn.
Agências humanitárias também noticiaram grandes problemas humanitários nas cidades de Kuito, 580 km a sudeste de Luanda, e Luena, 700 km a leste da capital.





