Acra Os rebeldes da Libéria, que lutam contra o regime do presidente Charles Taylor, negaram-se ontem, em Acra, capital de Gana, a assinar o projeto de acordo de paz apresentado por mediadores da Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste (Cedeao).
''Não assinamos hoje e não temos nada para assinar (...). Há muitos pontos nesse acordo que é impossível aceitar. Não dá para abraçar a idéia de que não formaremos o governo de transição'', declarou Tia Slanger, do grupo rebelde Movimento pela Democracia na Libéria (Model).
''Estamos insatisfeitos com o projeto... não podemos assiná-lo. O acordo pretende excluir os principais estimuladores da volta da paz na Libéria'', frisou George Dweh, vice-presidente do grupo guerrilheiro Lurd, aludindo à importância do grupo.
Os pronunciamentos dos membros dos grupo foram feitos após uma reunião com os mediadores do acordo de paz na capital de Gana.
O ex-presidente nigeriano, Abdulsalami Abubakar, que lidera a mediação, informou que as negociações pela paz continuarão.
Segundo os últimos informes sobre a situação em Monróvia, capital da Libéria, palco de violentos ataques rebeldes, mais de 700 civis morreram na luta.

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