France PresseFirmezaJunto a um tanque conquistado em combate com o Exército, jovens rebeldes não mostram a intenção de se render Os rebeldes albaneses rejeitaram ontem a anistia oferecida pelo governo em troca de uma imediata deposição de armas enquanto o Ocidente pedia ao presidente Sali Berisha para não retomar a campanha militar contra eles. ‘‘Só vamos entregar as armas após a renúncia do presidente Sali Berisha, seguida da formação de um governo de salvação nacional’’, afirmou Fuat Karali, um ex-oficial da polícia e agora membro do conselho rebelde da cidade portuária sulista de Sarande, numa concentração na praça da cidade testemunhada por um repórter da Reuter.
‘‘Queremos também uma compensação pelas perdas sofridas com a quebra dos bancos’’, acrescentou Karali, referindo-se ao principal motivo da rebelião no sul do país.
Os habitantes de cidades sulinas como Vlore, Sarande, Delvina e Tepelene foram os que mais prejuízos sofreram com a falência no final do ano passado de financeiras que captavam poupança oferecendo juros de mais de 30% ao mês. O governo foi responsabilizado pelas irregularidades em manifestações de rua que começaram a ganhar intensidade há sete semanas e culminaram na semana passada com invasões de quartéis do Exército e da polícia e de uma base naval, roubo de armas leves e pesadas, saques a lojas e mercados e pelo menos 16 mortes.
Após reunião com as lideranças de nove partidos na quinta-feira, incluindo a oposição socialista (ex-comunista), Berisha, além da anistia, interrompeu o avanço de unidades do Exército sobre os redutos rebeldes e deu a eles um prazo de 48 horas (começando ontem) para devolver o armamento.
No plano militar, as tropas e blindados permanecem estacionados nos arredores das cidades rebeladas. O clima é de tensão - principalmente em consequência de uma ordem de prisão expedida ontem pela Justiça Militar contra vários oficiais acusados de entregar armas aos rebeldes.

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