Após fracassarem na tentativa de tomar Kinshasa, a capital, os rebeldes tutsis da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) ignoraram ontem os chamados de trégua e garantiram estar preparados para uma longa guerra. ‘‘Angola e Zimbábue (que intervieram em favor do governo de Laurent Kabila) não poderão ficar muito tempo’’, disse o líder rebelde Ernest Wamba. A ONU pediu a saída de todas as tropas estrangeiras, mas Uganda já informou que não se retirará.
A liderança da rebelião no Congo, que foi derrotada no sudoeste, afirmou ontem que está avançando no sudeste, enquanto cresce a incerteza sobre a disposição dos aliados congoleses do presidente Laurent Desiré Kabila de levar a guerra ao leste, local de resistência dos rebeldes.
Manono, a cidade natal do presidente Kabila, está desde segunda-feira sob o controle dos rebeldes, informou em Goma o comandante Bob Ngoy, adjunto do chefe militar dos rebeldes.
As cidades de Manono, Kalemia e Moba, às margens do lago Tanganika, estão sob o controle das forças rebeldes. ‘‘Nosso próximo objetivo é Lubumbashi. Quando tomarmos Lubumbashi (segunda cidade da RDC), estaremos tranquilos’’, declarou o comandante Ngoy.
A rebelião banyamulengue (congoleses tutsis de origem ruandesa) começou o dia 2 de agosto contra o governo de Kabila, apoiado por Uganda e Ruanda. Os rebeldes afirmam controlar mais de um terço do país, e estão presentes em cinco das 11 províncias da RDC. Caso a rebelião conquiste a cidade de Lubumbashi, passará a controlar a metade da República do Congo.France PresseVigilânciaApesar das derrotas na região Sudoeste do país, os rebeldes congoleses continuam apresentando muita disposição em sua luta, conquistando importantes posições no sudeste do Congo. As tropas contrárias ao presidente Kabila, que iniciaram a guerra há um mês, se dizem dispostas a continuar por muito tempo.Das agências

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